Endereço

Rua José Kaue, 35 - Brás - São Paulo - Fone: (011) 4111-7106 ou (011) 8770-4369

Atalho do Facebook

CARTÕES DE VISITA

CARTÕES DE VISITA
R$ 70,00 milheiro

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O que é PVC?


O que é?

O seu nome: Policloreto de Vinilo (PVC). É um material plástico sólido que se apresenta na sua forma original, como um pó de cor branca. Fabrica-se por polimerização do monómero de cloreto de vinilo (VCM) que, por sua vez, é obtido do sal e do petróleo. Foi patenteado como fibra sintética há mais de oitenta anos e em 1931 começou a sua comercialização.
O consumo mundial é actualmente cerca de 30 milhões de toneladas anuais, das quais 25% são utilizadas na Europa Ocidental, o que o torna um dos plásticos com maior procura.

De onde provém?
43% do peso da molécula do PVC provém do petróleo e 57% do sal, fonte inesgotável. Pode afirmar-se, portanto, que o PVC é o plástico com menor dependência do petróleo, de que há disponibilidade limitada. por outro lado, é de destacar que só 4% do consumo total do petróleo se utiliza para fabricar materiais plásticos, e desses, só uma oitava parte corresponde ao PVC.

 

Como é?
É leve, quimicamente inerte e completamente inócuo. Resiste ao fogo e às intempéries, é impermeável e isolante (térmico, eléctrico e acústico), de elevada transparência, protege os alimentos, é económico (relação qualidade/preço), fácil de transformar (por extrusão, injecção, moldação-sopro, calandragem, termo-moldação, prensagem, recobrimento e moldagem de pastas), e reciclável.

Em que se utiliza?
Dados de 2001

 

Qual a sua vida útil?
Utiliza-se principalmente em aplicações de longa duração
  • Longa duração - 64%:
    Tubos, janelas, portas, móveis, etc. A sua vida útil varia entre os 15 e os 100 anos
  • Média duração - 24%:
    Electrodomésticos, automóvel, tapeçarias, mangueiras, brinquedos, etc. A sua vida útil varia entre 2 e 15 anos.
  • Curta duração - 12%:
    Garrafas, boiões, filmes para embalagens, blisters. A sua vida útil varia entre 0 e 2 anos.

Quem o fabrica?
Hoje em dia, em Portugal, existe um único produtor de PVC: a Companhia Industrial de Resinas Sintéticas, CIRES, S.A., situada em Estarreja, e com uma capacidade de produção anual de cerca de 260 mil toneladas.
Esta companhia subscreveu o Compromisso do Progresso (Responsible Care), um compromisso activo e público das empresas para o continuo progresso das suas actividades em relação à segurança, à saúde e ao meio ambiente, coordenado em cada país pela correspondente Federação Química.

Flexibilidade de Formulação
As características especiais do PVC permitem-lhe ser formulado com diversos aditivos, dando origem a compostos destinados ao fabrico de produtos rígidos ou flexíveis, transparentes ou opacos, compactos ou espumas. Os aditivos que se utilizam tanto no fabrico do PVC como dos seus compostos estão sanitariamente autorizados e cumprem as prescrições exigidas pelas legislações portuguesa e comunitária. A inocuidade do PVC, referenciada pela experiência de mais de cinquenta anos, torna-o um material óptimo para aplicações médicas, sanitárias e alimentares que requerem um alto rigor de pureza e qualidade. 

O grande desconhecido
O PVC, produto de grande desenvolvimento industrial e comercial, alcançou um nível de utilização dificilmente igualável, o que, como é usual acontecer, trouxe consigo as mais variadas críticas.
Dada a falta de rigor e de base cientifica de certas afirmações, o PVC é ainda hoje considerado como desconhecido. Uma das missões deste documento é contribuir para clarificar conceitos.

A sua estabilidade, uma vantagem
Tal como a maioria dos plásticos, não se degrada nem se dissolve na água, não apodrece, o que é uma vantagem, pois permita-lhe ser um material idóneo para aplicações de média e longa duração (88%), o que constitui uma vantagem competitiva sobre outros materiais não degradáveis. No entanto, o uso do PVC, como grande generalidade dos materiais sintéticos, comporta no final a sua reaparição como resíduo. Há que considerar, neste caso, fundamentalmente as aplicações de curta duração (12%).

Respeito pelo meio ambiente
A indústria preocupada com a protecção do meio ambiente, utiliza três tipos de procedimentos pela valorização dos resíduos de PVC.
Reciclagem mecânica: Por este método consegue-se dar uma segunda vida ao material, transformando-o num objecto de PVC completamente distinto do original. Este procedimento utiliza-se praticamente desde o inicio da comercialização do PVC, e é muito utilizado em diversos países da União Europeia. Para um melhor aproveitamento dos 0,7 % de PVC, contido nos resíduos sólidos urbanos (RSU), é preciso efectuar uma recolha selectiva dos materiais. Em Portugal foi recentemente criada a Sociedade Ponto Verde (SPV) que terá a responsabilidade da retoma dos resíduos urbanos, previamente recolhidos selectivamente, e garantir a sua reciclagem (encaminhamento, reciclagem e destino final dos materiais reciclados)
Valorização energética: Este sistema permite a recuperação da energia contida no PVC. Uma vez concluída a função para que foi criado, recupera-se a energia térmica que contém, ao ser queimado numa incineradora com depuração de gases. A presença do PVC nos RSU não apresenta nenhum problema para as instalações de incineração equipadas com sistemas de neutralização e depuração de gases como preconizam as Directivas 89/369 e 89/429 da U. E., de cumprimento obrigatório.
*Valorização de matéria prima: Neste caso submete-se o resíduo plástico a diversos processos químicos para o decompor em produtos mais elementares. Este procedimento encontra-se actualmente em fase de experimentação.  

A Chuva
Os vulcões, oceanos, pântanos, turfeiras, incêndios florestais, entre outras, são fontes naturais de dióxido de enxofre (SO2) e de óxidos de azoto (NOx) principalmente e, em menor medida, de acido clorídrico (HCL), os quais contaminam a chuva e lhe conferem uma certa acidez (chuva ácida) nas zonas onde ocorrem estes fenómenos naturais.  As centrais térmicas, algumas industrias e actividades humanas, tão usuais como o uso do automóvel e o funcionamento dos aquecimentos domésticos, produzem um efeito semelhante.
Há que sublinhar, no entanto, que do total de chuva ácida possível, só 2% são atribuídos ao HCI e, destes 2%, unicamente 0,25% poderiam corresponder à incineração do PVC, no pressuposto de que nenhuma incineradora utilizasse o sistema de neutralização de gases obrigatório. Uma vez mais há que recordar que as Directivas Europeias obrigam à existência deste equipamento, independentemente de que os RSU contenham ou não PVC.


Tecnologia limpa
Os ensaios que se realizaram em incineradoras municipais de Paris, Hamburgo, Milão, Amsterdão, Pittsfield (Massachussets), etc., demonstraram que a formação de dioxinas é independente da presença do PVC nos RSU mesmo quando o conteúdo do PVC seja aumentado em cinco vezes a sua quantidade habitual. Também chegaram a estas conclusões as Universidades de Umea (Suécia), Leidem (Holanda) e outras. A tecnologia actual, através de um controlo analítico das emissões e das condições de operação tais como a temperatura, tempo de permanência na câmara de combustão, turbulência, excesso de oxigénio (O2), etc, permite garantir o total respeito pelo meio ambiente e pela segurança da população. As Directivas comunitárias recolhem a descrição da melhor tecnologia disponível na actualidade.

Não é inflamável
O PVC não se inflama. Está classificado como material não propagador de chamas, tanto pelas companhias de seguros como por organismos europeus e norte americanos. O seu comportamento perante o fogo é melhor que o de outros materiais alternativos. Em caso de combustão, os gases produzidos pelo PVC são fundamentalmente CO2 e HCI. O HCI resultante, nunca foi considerado de elevado risco, já que a sua fácil detecção por intermédio do olfacto o faz actuar certamente como alarme. E em nenhum caso é comparável, por exemplo, ao monóxido de carbono (CO), que é incolor e inodoro e resulta mortal em doses mínimas. 
  

Completamente Inócuo
O PVC não é , nem pode ser, cancerígeno, devido à sua inércia química. Esta afirmação está confirmada por diversos estudos, especialmente, para citar o mais recente, as últimas experiências em grande escala realizadas pelo Dr. Maltoni, cujos resultados foram apresentados no Simpósio de Trieste em Julho de 1993. Precisamente pela sua inocuidade é habitualmente utilizado em sectores que requerem um elevado grau de pureza e qualidade, tais como o alimentar, o sanitário e o hospitalar, em que as suas prestações têm um amplo acolhimento.

Para concluir: O seu ecobalanço
A Análise do Ciclo de Vida (ACV) é uma técnica cientifica e objectiva que trata de valorizar a relação entre os recursos naturais usados, a energia utilizada durante a sua produção, no desenvolvimento da sua vida útil e a sua conversão em resíduos.
A esta técnica também se chama ecobalanço e é a ferramenta indisponível  para:
  • Que os legisladores possam decidir as normas para o meio-ambiente.
  • Comparar produtos e processos, determinando qual é o mais conveniente do ponto de vista meio-ambiental.
  • Analisar de forma independente cada uma das etapas que constituem o Ciclo de Vida de um produto, fabricação, distribuição, consumo e eliminação dos resíduos gerados.
  • Ajudar a decidir quais o produto e o processo mais adequados num determinado âmbito, isto é, num país, num tempo, numa circunstância...
O modelo europeu desenvolvido até agora para estabelecer o ecobalanço, não foi reconhecido universalmente. No entanto, os estudos realizados até à data em produtos concretos, tais como embalagens e janelas mostram uma excelente posição ecológica do PVC.

Fonte:Grupo Cires

Nenhum comentário:

Postar um comentário