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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SP: aluguel no litoral está mais barato neste 12 de outubro para boa parte dos imóveis


SÃO PAULO – Quem quer aproveitar o feriado de 12 de outubro para alugar  um imóvel no litoral paulista, ainda que a data seja no meio da semana – em uma quarta-feira -, vai aproveitar preços menores do que os registrados em igual período do ano passado.
Segundo levantamento divulgado pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (4), 11 dos 20 tipos de imóveis pesquisados estão mais baratos agora do que em 2010.
A pesquisa mostra que a redução nos preços chegou a 67,87%, na diária de casas de um dormitório no Litoral Norte. No ano passado, este tipo de imóvel era alugadopor R$ 311,25 e, agora, pode ser encontrado por R$ 100.
Mais baixas
Os apartamentos do tipo Kit no Litoral Sul também podem ser encontrados por R$ 100 ao dia, baixa de 25,93% em relação aos R$ 135 verificados no feriado de 12 de outubro do ano passado.
No Litoral Sul, entretanto, a maior queda foi verificada no aluguel de casas de quatro dormitórios (-45,66%), de R$ 644,05 para R$ 350 ao dia, em um ano.
No Litoral Centro, os apartamentos de um dormitório foram os que mais baratearam, 39,86%, de R$ 349,20 para R$ 210,00.
Altas
Embora o preço da maior parte dos imóveis tenha caído entre o feriado de 12 de outubro deste ano e o do ano passado, nem todas as casas e apartamentos ficaram com aluguel mais barato no periodo. Nas casas de três dormitórios no Litoral Sul, por exemplo, o valor médio da locação ficou 41,40% mais caro em um ano, subindo de R$ 479,90 para R$ 678,57. Já no Litoral Centro, pode ser observada alta de 20,98% nas casas de três dormitórios e de 30,78% nos apartamentos com três quartos.
No geral, o aluguel que mais encareceu foi o de casas com quatro dormitórios no Litoral Centro: de R$ 556,67 para R$ 1.985,71, alta de 256,72%. As casas com quatro dormitórios no Litoral Norte vieram em seguida, com acréscimo de 213,53%, ao passar de R$ 950,00 para R$ 2.987,57 a diária.
O Creci-SP ouviu 38 imobiliárias de 11 cidades litorâneas do estado de São Paulo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Abertura Semana D - 2ª Expo ProDesign>pr


Pensar e agir design: este é o propósito da primeira Semana D, evento idealizado pela ProDesign>pr – Associação Para o Design do Paraná – e pelo Centro de Design Paraná. O evento que vai de 2 a 8 de outubro busca mostrar o quanto o design faz parte de nossas vidas. Normalmente, este 'fazer parte' tem relação direta com consumo, com a indústria e o mercado. Na 2ª Expo ProDesign>pr, será mostrado um outro lado do design: o social.
Há pouco mais de dois meses, quando o tema desta exposição foi definido, a ProDesign>pr buscou em seu quadro de associados, designers que gostariam de desenvolver um trabalho social, adotando uma instituição beneficente. De outro lado, o Instituto GRPCOM indicou as instituições que poderiam ter uma necessidade atendida pela via do design. Cerca de vinte profissionais tiveram 3 semanas para desenvolver estes projetos que já estão sendo implementados pelas instituições. A exposição conta ainda com mais trabalhos que já haviam sido desenvolvidos para o 3º setor.
A 2ª Expo ProDesign>pr é uma realização da ProDesign>pr e do Instituto GRPCOM, com o apoio do Shopping Palladium e da F9 Identidade Visual. Fica do dia 2 a 8 de outubro no Piso L3 no Shopping Palladium. A abertura oficial acontece no dia 3 às 19h30.
*Fonte: ProDesign>pr

sábado, 1 de outubro de 2011

Busca de emprego: quatro dicas de como usar as redes sociais

Especialista ensina como algumas mudanças podem gerar excelentes resultados para quem está a procura de trabalho


O CEO e co-fundador da empresa de investimentos Venturocket, Marc Hoag, decidiu, há cerca de dez anos, que se dedicaria a ser alguém voltado a transformar o mundo em um lugar mais produtivo. Desde então, o executivo tem criado teses e dicas voltadas a ajudar os profissionais nos mais diversos momentos de carreira.

Em um recente artigo no Mashable, Hoag deu conselhos para uma situação que, segundo ele, tende a tornar-se cada vez mais comum: a busca por um emprego a partir da internet. Hoag cita que estudos recentes indicam que a maioria das companhias já acessa alguma rede social para buscar informações sobre possíveis candidatos a uma vaga de emprego e quase 80% delas dão uma olhada no perfil online dos profissionais, antes de chamá-los para uma entrevista pessoal.

A partir dessa constatação de que os profissionais são cada vez mais vigiados na internet, o especialista dá quatro dicas para quem quer ter sucesso na hora de procurar um emprego - ou ser procurado por um possível recrutador -, utilizando as redes sociais.

1. Ajuste sua imagem real às redes sociais

Para Hoag, as pessoas costumam esquecer que o perfil que elas mantêm no LinkedIn, Facebook, ou em qualquer outra rede social representa uma espécie de cartão de visitas. Assim, não adianta imaginar que um potencial recrutador não vá desclassificá-lo para o cargo, por conta de um comentário racista ou por uma postura inadequada na hora de escrever uma mensagem no Twitter sobre seu atual empregador.

"Tudo o que você posta, tuita ou comenta está sendo gravado e será usado contra você", brinca o CEO da Venturocket.

2. Mas mostre alguma personalidade

Ser cuidadoso demais nas redes sociais também pode ser algo negativo. Não é porque as pessoas devem evitar colocar fotos comprometedoras ou comentários inadequados que um recrutador espera que elas fiquem completamente caladas nas redes sociais. "Um empregador estará buscando um candidato que seja social e extrovertido, que demonstre capacidade de relacionamento e de comunicação", pontua. Ainda segundo ele, as empresas priorizam pessoas que demonstrem caráter e algum tipo de liderança. "Seja forte, opinativo, seja único", acrescenta.

3. Multiplique as chances de ser encontrado

Não adianta só ter um perfil adequado nas redes sociais. Quem busca um emprego precisa ser encontrado na internet. Para isso, o profissional deve inscrever-se no máximo possível de redes sociais e, de preferência, participar delas para que suas opiniões possam ser vistas na hora em que um recrutador buscar um assunto na web.

4. Conecte-se às empresas nas quais gostaria de trabalhar

"Não tenha medo de, forma pró-ativa, tentar fazer contato com a empresa que você está cortejando", afirma o especialista. Para isso, o profissional deve seguir a companhia no Twitter, virar fã dela no Facebook, entre outros. A única ressalva, segundo Hoag, é em relação ao LinkedIn, pois ele considera que as pessoas não costumam gostar de ser contactadas por profissionais que não conhecem, por meio dessa rede social.

"Mas ninguém disse que você não pode participar de comunidades e grupos no LinkedIn no qual terá a chance de se conectar com essas pessoas [que o interessam profissionalmente]", complementa.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Novo perfil do Facebook: criatividade rola solta nas páginas dos usuários

Usuários da rede já se aproveitam das novidades para criar versões bastante diferentes do novo perfil. Veja galeria com alguns exemplos

O novo perfil do Facebook permite que o usuário coloque duas fotos. Além da tradicional do perfil, também é possível adicionar uma maior com "algo que te represente", de acordo com Mark Zuckerberg.

Mas alguns usuários já encontraram usos mais criativos para essa duas fotos, e começam a brincar com essa possibilidade. Um usuário usou os dois espaços para se colocar dentro do jogo Duck Hunt, ou para fazer como se você fosse um gigante assustando a sua versão menor.

O vídeo abaixo, em inglês, ensina como preparar suas fotos para o novo perfil do Facebook. Você é criativo a ponto de desenvolver uma página com fotos como as da galeria abaixo, "garimpada" pelos sites BuzzFeed e TechEBlog?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Teste para cheerleaders corintianas tem fanatismo, tombos e código para boas meninas

Se você é menina, corintiana e leva jeito para dança, existe um lugar muito especial disponível dentro do numeroso "bando de loucos" de fiéis torcedores. O grupo de cheerleaders que costuma se apresentar em partidas do time está aberto a novas integrantes que desejem estar perto de seus ídolos e ganharem a vida como animadoras. Para isso, saber mover o corpo harmoniosamente é recomendável e dispor de uma dose de fanatismo, bem-vindo. No entanto, a lista de pré-requisitos também apresenta um rígido código de bom comportamento como condição indispensável para ingresso nesta seleta turma.

O UOL Esporte acompanhou no último sábado (17.09) uma sessão realizada com a finalidade de recrutar novas meninas para a equipe de animadoras do Corinthians. O teste aconteceu na Academia Panteras, em Osasco, onde o início de trajetória das novas cheerleaders foi marcado por muito entusiasmo, alguns tombos e uma palestra sobre as noções de conduta obrigatórias para a função.

No sábado, as novatas tiveram a chance de já se exercitar ao lado da atual equipe de cheerleaders do Corinthians. Antes, no entanto, ouviram uma breve palestra de Euds Consoli, proprietário da academia e gestor do projeto das animadoras de torcida. No papo, entraram em contato com a linha ideológica que norteia o projeto, que prega que nenhuma menina deve esperar ser mais estrela do que alguma colega ou mesmo do que o grupo todo.

"Aquela que quer só tirar foto, pensa em ser famosona, não vai. Famosão aqui é o Corinthians. Parece discurso do Tite, mas é isso", diz Euds Consoli.

OS MANDAMENTOS DA CHEERLEADER

- ESQUEÇA O ESTRELISMO
- TIETAGEM É PROIBIDA
- NADA DE PROVOCAÇÕES
- CUIDADO COM AS REDES SOCIAIS
- COMPROMETIMENTO COM A DANÇA

Algumas das garotas que se candidatam a carregar pompons e trajar vestidos nas cores do time de coração fazem questão de manifestar essa paixão já no teste. Luana de Paula exibe sua enorme tatuagem nas costas com o escudo corintiano, enquanto que outras meninas aparecem com roupas alusivas ao Timão.

"Procurei [a equipe de cheerleaders] por causa do time, mas também gosto de dança. Já tinha feito aulas de axé por um tempo. Sou muito corintiana", conta Camila Silva Braga.

"Sou de Itaquera. Quem sabe eu não seja a estrela do Fielzão?", brinca Viviane Bernardi, em menção ao futuro estádio do Corinthians, palco da Copa do Mundo de 2014.

Ciente deste tipo de deslumbre, a organização do projeto de cara deixa no ar mais um recado para as meninas que apareceram na academia com o desejo de estar perto do Corinthians e de seus ídolos: a tietagem é uma atividade proibida dentro da equipe de animadoras. Em campo, também qualquer gesto que sugira uma provocação ao adversário deve ser igualmente coibido.

"Elas estão orientadíssimas. Estão proibidas de olhar para a torcida adversária, mesmo voltar a cabeça na direção deles. Qualquer coisa pode ser entendida como uma provocação. Elas podem comemorar gol, pular, extravasar. Mas elas não podem nem falar o nome de um jogador, só se for uma coisa conjunta [algum lema de incentivo]. Sem tietagem também. Elas não chegam perto dos jogadores. E também eles quase não olham para elas. A gente sabe que a maioria deles é casado e não quer se comprometer", afirma o gestor do projeto.

CHEERLEADER DE ITAQUERA

Corintiana fanática e moradora do bairro de Itaquera, local do futuro estádio do Corinthians, Viviane Bernardi (à direita) sonha com o futuro: "Quem sabe eu não seja a estrela do Fielzão?"

As meninas ouvem também que, para fins de prioridade de escalação em eventos ou entrevistas, a habilidade de dança vem adiante do rostinho bonito.

No treino de batismo, fica claro para as novatas alguma dificuldade de acompanhar as veteranas nos movimentos mais complexos. No exercício de estrela, algumas garotas ficam pelo chão. Mas, ao final da prática, todas acabam aceitas no projeto, na condição de alunas do curso de cheerleaders da Panteras, com a promessa de irem aos estádios em caso de evolução técnica. Três delas ainda ganham o presente de acompanhar a equipe ao Pacaembu já no dia seguinte, no clássico contra o Santos.

Na verdade, além de abastecer a animação de torcida do Corinthians, a academia municia muitos outros eventos. A Panteras prepara cheerleaders para comerciais de TV, jogos das seleções masculina e feminina de vôlei, partidas de beach soccer e futebol americano, entre outros eventos.

A VIDA DURA DE UMA ANIMADORA

No teste para as novatas no sábado, uma das veteranas se destaca na movimentação conjunta na Academia Panteras. Juliana Sá (à esquerda na foto) executa movimentos com destreza e é destacada pela chefia para atender a reportagem presente ao treino. A jovem de 21 anos mostra mesma desenvoltura no papel de porta-voz da equipe, falando do lado duro dentro do glamour da animação de torcida em estádios do país.

TORCIDAS MAL-EDUCADAS
"A pior [torcida] é a da Ponte Preta. Eles xingam e cospem. Eu vi até uma senhora de idade xingando a gente lá", declara a animadora corintiana.

ACIDENTES DE TRABALHO
"Às vezes a gente se machuca, faz algum movimento que sai torto. Mas aí a gente disfarça. A torcida nem percebe", entrega a cheerleader.

A equipe da academia começou a fornecer animadoras para o futebol em 2008, através de um contrato com a Federação Paulista. Inicialmente, as meninas da Panteras representavam quatro times: Corinthians, Palmeiras, Ituano e Barueri. No entanto, com o passar do tempo, a empresa detectou uma limitação de pessoal diante da demanda e decidiu concentrar esforços no clube que oferecia a melhor projeção de imagem.

Hoje, o projeto das cheerleaders da academia atende a uma realidade de cerca de cem eventos por ano. Por isso, a Panteras trabalha para aumentar sua equipe de animadoras.

"Eu tenho cerca de 30 cheerleaders atualmente na minha equipe. Mas é um número que não consegue atender a demanda de solicitações de eventos. Eu preciso ter umas 80. Na seleção de hoje espero contar com pelo menos mais vinte", afirmou Euds Consoli.

E dentro desta necessidade, espera-se que as meninas que se voluntariem tenham o coração batendo pelo Corinthians. No entanto, isso não é requisito indispensável. As animadoras do Timão até podem torcer para outros times. Neste caso, elas só precisam agir com discrição em suas vidas fora de estádio, principalmente na atuação em redes sociais.

"A gente alerta que elas não posem com camisas de outros clubes nas redes sociais, ou falem de outro time", diz Euds Consoli.

O organizador da equipe diz ter confiança cega no comportamento profissional de suas meninas mais experientes, tanto que se dá ao luxo de eventualmente não acompanha-las ao estádio. Mas quando não têm o chefe por perto, as garotas contam com o olhar de zelo dos namorados.

"Nem todas as meninas têm namorado, eu não tenho. Mas eles acompanham a gente. Ficam na arquibancada, compreendem bem a nossa atividade", diz Juliana Sá, animadora desde 2008.

domingo, 18 de setembro de 2011

Pacote oferecido à Anfavea esconde presente para o México

Quarta-feira à noite, entrei num supermercado e me surpreendi com uma gôndola cheia de panetones. O Natal está chegando cada vez mais cedo. Prova disto é o presente que as grandes fábricas de automóveis brasileiras receberiam no dia seguinte: num pacote com fita vermelha, cuidadosamente embalado, ganharam do governo a tão sonhada competitividade para resistirem a concorrentes que podem ameaçar sua posição no mercado.

Sem resolver nenhum dos problemas estruturais e fiscais que impedem as fábricas aqui instaladas de competir fora do Brasil, o governo deu a elas o virtual monopólio das importações. Carros importados, daqui para frente, só serão viáveis se vierem das filiais que as grandes marcas têm nos países do Mercosul ou no México, de onde vêm com taxa zero.

Quanto ao Mercosul, tudo bem. Há muito tempo há um intercâmbio real entre Argentina e Brasil, envolvendo produtos complementares de diversas marcas. Um processo que otimiza a utilização das fábricas, reduz custos e viabiliza a diversificação das gamas oferecidas aos consumidores dos dois países.

Parece, entretanto, que ninguém está reparando no México, um país cuja indústria automobilística é voltada, majoritariamente, para atender ao mercado americano mas que, cada vez mais, começa a se tornar um importante fornecedor de carros prontos para o Brasil.

Já este ano, a importação de automóveis feitos no México irá crescer de forma considerável com o lançamento de novos modelos lá fabricados, muitos deles especificamente adaptados para o Brasil. A Fiat já está trazendo de lá o crossover Freemont e o icônico Cinquecento. A Volkswagen importa o Jetta. A GM, o Captiva. A Ford, o Fusion. A Honda, o CR-V. A Nissan, o Sentra e o Tiida.

DO MÉXICO PARA BAIXO
Trazer do México modelos feitos para os americanos, cujas vendas no Brasil não justificam que sejam produzidos localmente, não é uma ameaça à indústria nacional. Mas as coisas tendem a mudar, com a entrada de modelos em quantidades consideráveis. A Nissan lança este mês seu primeiro modelo popular no Brasil, o March. Apesar de a publicidade apresentar o modelo como japonês, ele é feito no México. A expectativa da Nissan, informada por sua assessoria de imprensa, é vender pelo menos 3.000 unidades do March por mês a partir de março do ano que vem.

A Nissan tem fábrica no Brasil, onde faz a picape Frontier e a minivan Livina. Até agosto deste ano, a marca japonesa havia vendido no Brasil 13.502 carros mexicanos, contra 10.463 minivans e 8.179 picapes (um total de 18.642) feitas no Paraná. Ou seja: em meados do ano que vem será uma marca "importante", trazendo de fora dois veículos para cada um que fizer no Brasil.

A General Motors ainda não anunciou oficialmente, mas no ano que vem começará a trazer do México o Sonic, que substituirá o Astra. O modelo veterano ainda é competitivo e vende em torno de 3.000 unidades por mês apesar de ter saído de moda. Não há porque achar que o Sonic vá vender menos: mais 3.000 carros por mês das terras de Montezuma.

Para não esticar demais o assunto, até a metade do ano que vem o espaço tirado de quem importa carros chineses, coreanos e outros estará solidamente ocupado por mexicanos, trazidos pelas fabricantes "protegidas" pelo governo. A importação de carros não apenas não cairá, como poderá crescer. É mais barato produzir no exterior do que aqui -- um especialista em produção de uma grande montadora calcula que, por exemplo, se o Fiat Cinquecento fosse feito no Brasil, custaria pelo menos 20% mais.

ADEUS, LUXO
O presente do governo terá respingos no quintal de algumas marcas aqui instaladas, que terão suas importações praticamente inviabilizadas. Caso da Mercedes-Benz, por exemplo, cujos automóveis voltarão a ser privilégio dos muito ricos. A Audi, que apesar de independente faz parte do Grupo Volkswagen, também será vitimada.

Mais pesado será o efeito na rede de revendedores das marcas importadas. Não há como evitar que, dentro de dois ou três meses, a queda nas vendas leve ao fechamento um número considerável de concessionárias. Além do prejuízo dos donos, quem comprou carros importados poderá ficar sem assistência técnica e, mesmo que os importadores consigam honrar a garantia de seus produtos, a manutenção será mais difícil, pela escassez de oficinas autorizadas. Num prazo mais longo, poderão faltar peças.

Até o final do ano, se a situação se mantiver, as concessionárias que não fecharem serão obrigadas a reduzir o número de funcionários. Serão alguns milhares de pessoas desempregadas, pulverizadas pelo país e, por isso, sem respaldo sindical significativo para defendê-las e pedir mudanças na atitude do governo.

Elas vão pagar o presente recebido pelas grandes marcas. Não terão um Natal feliz.

Jorge Meditsch, jornalista, é editor do site AutoEstrada